Victor Missiato: Palmeiras e os namorados
- 11 de jun. de 2017
- 2 min de leitura
Pois bem, voltei. Assim como a vitória voltou a rondar os corações dos e das palmeirenses. Corações estes, plenos de amor no fim de semana dos namorados.

Detesto o dia dos namorados. Em 29 primaveras, se eu passei 2 dias dos namorados legais é porque foram dias em que o Palmeiras ganhou algum clássico contra o Corinthians. Foi assim em 1993, o dia mais comemorado da história do Palmeiras. Foi assim em 2016, quando o raio caiu no mesmo lugar. Detesto, por vários motivos. Primeiro, passei poucos dias dos namorados namorando. Segundo, todas minhas ex-namoradas estão namorando e quase nem lembram que eu existi ou existo. Amanhã, todas falarão “eu te amo”, “espero passar muitas/todas datas como essas contigo”, “localização no Face: algum restaurante bem fera”, “você é o cara que sempre quis ter ao meu lado. Obrigado”. Tudo isso não dói. Arrebenta, dilacera, tira o sono. Mas passa. Assim como passou o jejum de vitórias do Palmeiras.
O problema atual do Palmeiras é básico. Foram semanas tumultuadas por conta de um problema “simples”: o tempo. Ano passado, Cuca teve 3 semanas para armar o seu time sem competições competindo entre si durante todas as semanas. Montou um time pra ser campeão, não para jogar bem. Centralizou Jesus, contratou Guedes e Tchê-Tchê, teve a volta de Moisés e armou um time competitivo.
A situação hoje é outra. O Palmeiras montou uma panela, fez uma bela feijoada, mas se esqueceu do feijão. Não adianta ter os melhores ingredientes sem o bê-a-bá do futebol: o esquema. E é isso que Cuca está penando para conseguir. Um esquema agressivo em casa e mortal fora. Gabriel Jesus foi muito mais importante fora do Allianz do que em casa, pois ele é mortal. Fez os gols que deram o título do Palmeiras contra Flamengo e Galo fora.
Desse modo, Cuca busca um atacante rápido e centralizado para fechar seu esquema ao longo da temporada. Em casa, Felipe Melo e Tchê-Tchê serão fundamentais para iniciar as jogadas. Fora, Thiago Santos e Moisés serão essenciais para bloquear os adversários. Borja será o nove que inicia o jogo em casa. Falta um elemento surpresa pelo centro do ataque para fazer o gol fora de casa na Libertadores. Para o bem ou para o mal, o Brasileiro será o campeonato teste do Palmeiras.
Que saudade de um “eu te amo muito”.

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